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À beira de um ataque no trabalho?
Em tempos de cobranças e metas vorazes, treinar a mente para o controle das emoções pode garantir uma vida profissional mais saudável e duradoura
Nenhum profissional está livre das pressões cotidianas do trabalho. Pode ser a mudança rápida de prioridades, a cobrança por um resultado imediato ou mesmo aquele entrave nas relações interpessoais. Os obstáculos estão por todos os lados e cada pessoa encontra a sua fórmula para manter a sanidade mental e, no outro dia, mais uma vez, sair da cama rumo às obrigações. O alerta, segundo os aconselhadores de carreira, vai para os excessos de demanda que provocam a dificuldade de conciliar a vida dentro e fora do escritório.
Para começar, tão importante quanto achar um escape contra o estresse, é entender até que ponto uma rotina agoniante é mesmo saudável. Isso acontece porque em algumas profissões está convencionado o dia a dia atribulado e nervoso. Que o diga o médico do setor de emergência, o bombeiro ou o policial militar. Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, o agito dentro de um limite pode, sim, estimular o cérebro, favorecer o estado de alerta e das funções cognitivas. No entanto, especialistas analisam se o ritmo de trabalho está de acordo com a capacidade física e mental de cada um, a fim de evitar o esgotamento completo.
“Procure fazer sempre o que gosta, pois quando isso acontece o trabalho fica menos pesado. Além disso, tenha a certeza de que se identifica com a cultura organizacional da empresa e que há compatibilidade de valores que regem tanto a organização quanto a pessoa”, lembra o consultor empresarial e educador corporativo do Sebrae-PE, André Felipe de Siqueira. Nessa análise, também vale verificar se o ambiente de trabalho é, realmente, saudável e harmonioso, checando o nível de colaboração entre as equipes e até mesmo as condições estruturais de trabalho.
Por outro lado, ser resiliente com as chamadas ‘variáveis incontroláveis’ é fundamental. “Ou seja, problemas que estão fora do nosso comando ou controle, aspectos como trânsito, violência urbana, engarrafamentos e desempregos”, completa o especialista, ao lembrar, por exemplo, situações como a recente greve dos caminhoneiros, que afetou a rotina da maioria das pessoas.
Some esses imprevistos ao preparo, formação e maturidade profissional, que ajudarão a ter postura de motivação e adaptação. Tal controle auxilia o indivíduo a evitar o que o especialista em controle emocional Travis Bradberry afirma em seu artigo para a revista Forbes. Ele diz que profissionais muito estressados sofrem de ansiedade e estão mais propensos ao famigerado ‘chilique’ em meio a situações corriqueiras, como numa reunião ou atendimento ao cliente. Já do ponto de vista médico, quem sofre com os exageros de cobrança começa a apresentar sintomas como sono excessivo, cansaço constante, tensão muscular, dificuldades com o peso, problemas de concentração e, em alguns casos, patologias como hipertensão, gastrite e problemas do coração.
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